sexta-feira, 11 de março de 2011

"O amor não existe. O que existem são provas de amor", ouvi dizer certo dia num filme. Não sei se concordo ou se no fundo as tais "provas de amor" seriam apenas as pontas mais visíveis de algo que pode ser cotidiano, que pode estar imerso em pequeninos gestos, manias, carinhos, discussões, olhares... Saber se seu jeito único de dormir pode ser o amor, ter vontade de abraçá-lo durante um filme no cinema por ser o amor, reconhecer seu "bico" porque não gostou de algo pode ser o amor. Um riso largo? Um comentario no face? O amor. Um abraço inesperado? O amor. Uma vontade inexplicável de chorar? O amor. Um torpedo no meio da tarde? O amor. A saudade repentina? O amor. O café-da-manhã juntos? O amor. Uma rusga mal lançada? um comentario no face mal interpretado? O amor. Um livro que a gente de repente quer ler? O amor. Amor que só se esconde de quem o teme.
O fato é que não receber uma prova de amor é foda ...  ai vai uma musica...

"Pura paisagem"
Lô Borges
"Linda, como se fosse a terra vista do espaço aberto,
acho você tão linda que nem sei falar...
Frágil, como se fosse neve, claro canal sereno
ou um luar de prata, na velha Amsterdã ...
ou pura paisagem do porto quando a tarde cai
te dou essa rosa, tão rosa como você vai
gota de orvalho na grama lá de Peckham Rye ...
Minha, pode ser minha dona, rambla de Barcelona
é um sol radiante, las puertas de Madrid ...
ou linda é Roma e vejo que você é mais
ainda mais linda que a chuva dos canaviais
Tem a beleza das pedras e dos animais
Leve, folha que o vento leva, jogo a minha vida ,
na linda promessa de ter seu amor..."

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